Análise da Psicopatia à luz da psicologia forense: O caso de Suzane Von Richthofen

Autores

  • Teófilo Lourenço de Lima Centro Universitário São Lucas de Ji-Paraná
  • Cíntia Maria Centro Universitário São Lucas de Ji-Paraná

Resumo

A psicopatia e o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) representam um dos maiores desafios para a psicologia forense e o direito penal, devido à complexidade de seus traços e à dificuldade em estabelecer diagnósticos clínicos precisos. O caso de Suzane Von Richthofen exemplifica essa problemática ao revelar comportamentos marcados por frieza emocional, ausência de empatia, manipulação e egocentrismo, características compatíveis com padrões psicopáticos, ainda que sem confirmação clínica definitiva. Instrumentos como o Teste de Rorschach, descrito por Hilda Morana (2003), mostram-se fundamentais na avaliação psicológica e no monitoramento de riscos. Segundo Ulisses Campbell (2020), Suzane não apresenta psicose ou delírio, sendo plenamente capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos, o que a mantém imputável conforme o art. 26 do Código Penal. Guilherme Nucci (2017) reforça que personalidades antissociais não excluem a culpabilidade, pois não comprometem inteligência ou vontade. Autores como Palomba (2016), Huss (2010) e Silva (2008) ressaltam que, embora a psicopatia aumente a probabilidade de comportamentos criminosos, ela não determina a criminalidade de forma absoluta, sendo influenciada por fatores sociais e ambientais. A identificação precoce e a adoção de estratégias preventivas e interventivas são essenciais para reduzir a reincidência e fortalecer a segurança social. Contudo, como destaca Hare (2013), programas terapêuticos podem ser manipulados por psicopatas, o que dificulta a eficácia das intervenções. Assim, a integração entre psicologia e direito é indispensável para compreender e enfrentar os desafios impostos pela psicopatia ao sistema penal. 

Palavras-chave: Psicopatia; Forense; Psicologia; Crimes; Comportamento. 

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Publicado

2025-12-16

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas