Aditivos na alimentação de coelhos: panorama internacional e restrições no Brasil

Autores

  • Filipe Antônio Monteiro Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Dezirrê Raiane Costa Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Gabriela Hernandes Cangianelli Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Diogo De Oliveira Marques Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Mateus Eliel Depieri Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Eliane Gasparino Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Maria Luiza Rodrigues De Souza Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Leandro Dalcin Castilha Universidade Estadual de Maringá - UEM

Resumo

O uso de aditivos na alimentação animal é uma estratégia amplamente consolidada em nível internacional, com efeitos positivos sobre desempenho produtivo, saúde intestinal e eficiência alimentar. Entretanto, a diversidade regulatória entre países influencia diretamente o comércio global e a adoção dessas tecnologias. Enquanto a União Europeia restringe o uso de antibióticos promotores de crescimento e estimula alternativas naturais, como fitogênicos e probióticos, outros países, como Estados Unidos, México e Canadá, ainda permitem o uso de β-agonistas e antibióticos específicos. No Brasil, a regulamentação conduzida pelo MAPA adota uma postura conservadora, priorizando a proteção do consumidor e o acesso a mercados externos. Dessa forma, compostos como ractopamina, zilpaterol, avoparcina, carbadox e olaquindox permanecem proibidos, enquanto fitogênicos como Yucca e Capsicum ainda carecem de regulamentação formal. Essa abordagem, embora assegure integridade da cadeia produtiva e alinhamento com exigências internacionais, limita a inovação tecnológica e a competitividade nacional, especialmente na cunicultura, que carece de estudos específicos. Investimentos em pesquisa aplicada e no desenvolvimento de alternativas naturais são fundamentais para viabilizar o uso seguro e sustentável de aditivos, conciliando produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar no Brasil.

Palavras-chave: Fitogênicos, Promotores de crescimento, Regulamentação

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Publicado

2025-10-21

Edição

Seção

Ciências Agrárias