Aditivos na alimentação de coelhos: panorama internacional e restrições no Brasil
Resumo
O uso de aditivos na alimentação animal é uma estratégia amplamente consolidada em nível internacional, com efeitos positivos sobre desempenho produtivo, saúde intestinal e eficiência alimentar. Entretanto, a diversidade regulatória entre países influencia diretamente o comércio global e a adoção dessas tecnologias. Enquanto a União Europeia restringe o uso de antibióticos promotores de crescimento e estimula alternativas naturais, como fitogênicos e probióticos, outros países, como Estados Unidos, México e Canadá, ainda permitem o uso de β-agonistas e antibióticos específicos. No Brasil, a regulamentação conduzida pelo MAPA adota uma postura conservadora, priorizando a proteção do consumidor e o acesso a mercados externos. Dessa forma, compostos como ractopamina, zilpaterol, avoparcina, carbadox e olaquindox permanecem proibidos, enquanto fitogênicos como Yucca e Capsicum ainda carecem de regulamentação formal. Essa abordagem, embora assegure integridade da cadeia produtiva e alinhamento com exigências internacionais, limita a inovação tecnológica e a competitividade nacional, especialmente na cunicultura, que carece de estudos específicos. Investimentos em pesquisa aplicada e no desenvolvimento de alternativas naturais são fundamentais para viabilizar o uso seguro e sustentável de aditivos, conciliando produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar no Brasil.
Palavras-chave: Fitogênicos, Promotores de crescimento, Regulamentação
