Métodos alternativos de encarceramento buscando a recuperação efetiva do indivíduo infrator

Autores

  • Julian Maria Miranda Oliveira Afya Centro Universitário de ji-Paraná
  • Dhonatan Tanaka Boaro Afya Centro Universitário de ji-Paraná
  • Teófilo Lourenço de Lima Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

O sistema prisional brasileiro enfrenta sérias limitações, como superlotação, condições precárias e ausência de um tratamento humanizado, fatores que comprometem a ressocialização dos apenados e resultam em elevados índices de reincidência criminal. Este estudo, fundamentado em análise bibliográfica e documental, discute métodos alternativos ao encarceramento tradicional, com ênfase na Justiça Restaurativa e no modelo da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC). A Justiça Restaurativa propõe a conciliação entre vítima e agressor como forma de reparação social, embora restrita a delitos de menor gravidade. Já o método APAC, baseado em disciplina, trabalho, educação e valorização da dignidade do indivíduo, apresenta resultados expressivos, reduzindo a reincidência para cerca de 13,9%, frente aos 80% observados no sistema convencional. Os achados evidenciam que a adoção de políticas penais pautadas em práticas humanizadas e ressocializadoras pode contribuir para diminuir a reincidência, aliviar a superlotação e fortalecer a integração social dos condenados. Conclui-se que a efetividade da execução penal demanda alternativas que conciliem a aplicação da lei com a dignidade humana, promovendo não apenas a reabilitação individual, mas também benefícios coletivos para a sociedade.

Palavras-chave: Justiça restaurativa; Políticas públicas penais; Ressocialização; Sistema prisional.

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Publicado

2025-10-20

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas