A RESISTÊNCIA NEGRA FRENTE A POPULAÇÃO RACISTA: ERROS JUDICIAIS E INJUSTIÇAS NO SISTEMA PENAL
Palabras clave:
desigualdade racial, racismo estrutural, representatividadeResumen
O presente estudo analisa a persistência do racismo estrutural no Brasil contemporâneo, evidenciando como as desigualdades raciais se mantêm mesmo após a abolição da escravidão. A pesquisa parte de uma abordagem qualitativa, articulando dados estatísticos de instituições como IBGE e IPEA com relatos pessoais presentes em obras literárias, a fim de compreender o fenômeno para além da dimensão numérica. Os resultados demonstram que a população negra continua enfrentando desvantagens significativas nos campos da saúde, educação, mercado de trabalho e segurança pública, refletindo a permanência de estruturas sociais excludentes. As narrativas analisadas revelam que o racismo se manifesta tanto de forma explícita quanto sutil, impactando diretamente trajetórias de vida e reforçando processos de marginalização. Discute-se, ainda, o papel da meritocracia como mecanismo de invisibilização das desigualdades, ao desconsiderar as barreiras históricas e sociais impostas à população negra. Conclui-se que o enfrentamento do racismo estrutural exige não apenas reconhecimento do problema, mas a implementação de políticas públicas eficazes, educação antirracista e mudanças nas práticas sociais e institucionais. O estudo reforça a necessidade de uma abordagem humanizada e crítica, que valorize as experiências vividas e promova transformações efetivas rumo à equidade racial.
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