Imunoterapia e Inibidores de PARP no Câncer de Mama Triplo-Negativo: Uma Revisão Sistemática da Estratificação Molecular ao Novo Padrão de Tratamento
Resumen
O Câncer de Mama Triplo-Negativo (CMTN) representa um dos subtipos mais agressivos e desafiadores da oncologia contemporânea, caracterizado pela ausência de receptores hormonais e da superexpressão do HER2. Essa limitação biológica impede o uso das terapias-alvo tradicionais, tornando essencial o desenvolvimento de abordagens inovadoras. Nesta revisão sistemática, realizada nas bases PubMed/MEDLINE e SciELO, foram avaliadas evidências de alto nível publicadas entre 2015 e 2025, com foco na eficácia e segurança da imunoterapia e dos inibidores de PARP (PARPis). Os resultados demonstram que a adição de inibidores de checkpoint imune (ICIs) à quimioterapia aumenta significativamente as taxas de resposta patológica completa (pCR) no tratamento neoadjuvante, sobretudo em tumores com expressão de PD-L1. Paralelamente, os PARPis mostraram benefícios robustos em pacientes com mutações germinativas BRCA1/2, ampliando a sobrevida livre de progressão e oferecendo uma alternativa menos tóxica em comparação aos regimes quimioterápicos convencionais. Evidências emergentes sugerem ainda um potencial efeito sinérgico entre ICIs e PARPis, reforçando a tendência de terapias combinadas e personalizadas. Conclui-se que o manejo do CMTN está em franca transformação, impulsionado pela integração de biomarcadores e por estratégias terapêuticas de precisão capazes de modificar de forma significativa o prognóstico desse subtipo altamente agressivo.
Palavras-chave: Câncer de mama triplo-negativo, imunoterapia, inibidores de PARP