O método APAC como alternativa ao sistema prisional tradicional: um estudo sobre ressocialização e humanização da execução penal

Autores

  • Breno Davi Barros Rodrigues Amaral Afya
  • Suely Leite Viana Van Dal

Resumo

O sistema prisional brasileiro apresenta, historicamente, graves deficiências estruturais e sociais, marcadas pela superlotação, precariedade das unidades prisionais e dificuldades relacionadas à efetiva ressocialização das pessoas privadas de liberdade. Apesar das garantias previstas na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984), diversas pesquisas evidenciam que grande parte das prisões brasileiras ainda opera em condições degradantes, comprometendo a dignidade humana e contribuindo para elevados índices de reincidência criminal. Nesse contexto, o presente resumo expandido tem como objetivo analisar o método da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) como alternativa ao sistema prisional tradicional, destacando sua contribuição para a ressocialização dos recuperandos e para a humanização da execução penal. O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e análise de produções acadêmicas relacionadas ao sistema penitenciário brasileiro e à metodologia APAC. Observou-se que o método apresenta diferenças significativas em relação ao modelo convencional, principalmente pela valorização humana, incentivo à disciplina, fortalecimento dos vínculos familiares e participação da comunidade no processo de recuperação do condenado. Além disso, verificou-se que a APAC de Ji-Paraná tem demonstrado potencial na redução da reincidência criminal e na promoção de uma execução penal mais humanizada. Dessa forma, conclui-se que a ampliação de políticas públicas inspiradas na metodologia APAC pode contribuir significativamente para a efetivação dos direitos fundamentais e para a construção de um sistema penal mais eficiente e comprometido com a reintegração social.
Palavras-chave: Sistema prisional. APAC. Ressocialização. Execução penal. Direitos fundamentais.

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Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Resumo Expandido