Cicatrizes da exclusão: os mecanismos e as consequências da segregação racial.

Autores

  • Emily Cirqueira Viana Afya Centro Universitário
  • Rosicler Carminato Guedes de Paiva Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

Introdução: A segregação racial consiste na separação de grupos sociais com base em características físicas, sustentada por teorias pseudocientíficas como o eugenismo e o higienismo. Essas ideias criaram hierarquias raciais que justificaram práticas como colonialismo, escravidão e nazismo. Embora seja um fenômeno global, a exclusão racial ocorreu de formas diferentes em países como África do Sul e Brasil, ambos marcados por passados coloniais e escravocratas. Objetivos: Analisar as diferenças entre os modelos de segregação racial adotados pela África do Sul e pelo Brasil, destacando como cada país estruturou a marginalização da população negra. Metodologia: Na África do Sul, o racismo foi institucionalizado por meio de leis que garantiam privilégios à minoria branca e restringiam os direitos da população negra. O Apartheid, vigente entre 1948 e 1994, oficializou a segregação racial, impondo separação territorial, perda de direitos políticos e repressão estatal. Mesmo diante da violência, movimentos de resistência liderados por figuras como Nelson Mandela contribuíram para o fim do regime. Por outro lado, no Brasil, a segregação ocorreu de forma estrutural, marcada pela ausência de políticas públicas após a abolição da escravidão em 1888. A população negra foi deixada sem acesso à terra, educação ou condições econômicas básicas, enquanto o incentivo à imigração europeia reforçou a exclusão social e econômica dos ex-escravizados e seus descendentes. Resultados: Como consequência, na África do Sul a população negra foi submetida à exclusão política, territorial e social durante décadas. No Brasil, a desigualdade socioespacial levou a população negra às periferias urbanas e aos trabalhos precários, consolidando um modelo de racismo estrutural que permanece presente nas instituições e nas relações sociais. Conclusão: Tanto a segregação oficial quanto a estrutural geram profundas desigualdades econômicas e sociais, afetando a qualidade de vida, a mobilidade social e a segurança da população negra. Além disso, a exclusão racial prejudica toda a sociedade ao aumentar tensões sociais e desperdiçar potencial humano, comprometendo o desenvolvimento econômico, intelectual e ético das nações. 

Palavras Chaves: segregação racial; racismo estrutural; Apartheid; 

Downloads

Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Resumo Simples