Impactos do diabetes mellitus no processo de cicatrização: uma revisão fisiopatológica

Autores

  • Laura Souza Freitas Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Heloiza Gabriely Padilha de Argôlo Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Rafaela Gabrielly Santos Balbino
  • Wesley Pimenta Cândido Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

Resumo: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada pela hiperglicemia decorrente de alterações na secreção ou ação da insulina. Essa condição está associada a diversas complicações sistêmicas, incluindo alterações vasculares, inflamatórias e imunológicas que comprometem o processo de cicatrização tecidual. O presente trabalho tem como objetivo analisar a interferência do Diabetes Mellitus no processo de cicatrização, destacando os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos e suas complicações clínicas. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa realizada a partir de artigos científicos, livros e publicações acadêmicas relacionadas ao Diabetes Mellitus e ao reparo tecidual. A cicatrização ocorre por meio de quatro fases principais: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelamento. Entretanto, em pacientes diabéticos, a hiperglicemia crônica promove alterações na microcirculação, redução da angiogênese, aumento do estresse oxidativo e comprometimento da resposta inflamatória. Além disso, observa-se prejuízo funcional de neutrófilos, macrófagos e fibroblastos, dificultando a produção de colágeno, a formação do tecido de granulação e a regeneração da pele. O desequilíbrio de mediadores inflamatórios, como IL-1, IL-6, TNF-α, VEGF, TGF-β e PDGF, contribui para a permanência prolongada da ferida na fase inflamatória, favorecendo infecções e o desenvolvimento de lesões crônicas, como o pé diabético. Além das complicações locais, o atraso na cicatrização pode impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes, aumentando o risco de hospitalizações e amputações. Conclui-se que o Diabetes Mellitus interfere diretamente em todas as etapas da cicatrização, tornando o reparo tecidual mais lento e aumentando o risco de complicações. Dessa forma, o controle glicêmico e os cuidados preventivos são fundamentais para promover melhor cicatrização e qualidade de vida aos pacientes diabéticos.

Palavras-Chave: Diabetes Mellitus. Cicatrização. Hiperglicemia. Pé diabético. Reparação tecidual.

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Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Resumo Expandido