Burnout na faculdade de Medicina: quando o estudo se torna um cansaço constate

Autores

  • Geisiele de Medeiros Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Katry Danielly Sacht dos Santos Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Amanda Pedroso de Barros Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Jessyka Flavio Silva Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Geovanna Cardoso Sossai Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Laura Beatriz Ribeiro Soares de Melo Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Nathalia Oliveira Gon Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Simone Pita Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Jerônimo Vieira Dantas Filho Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

A síndrome de Burnout tem se tornado uma realidade cada vez mais frequente entre estudantes de Medicina, principalmente em razão da elevada carga horária, pressão psicológica, privação do sono e autocobrança constante presentes na graduação médica. O ambiente acadêmico, frequentemente associado à excelência e ao alto desempenho, pode transformar o processo de aprendizagem em uma experiência marcada por exaustão emocional, perda da motivação e sofrimento silencioso. O presente estudo teve como objetivo analisar os principais fatores associados ao Burnout em estudantes de Medicina, discutindo suas repercussões emocionais e a importância da humanização institucional como estratégia de prevenção. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde. Os estudos analisados evidenciaram elevada prevalência de sintomas relacionados ao Burnout, especialmente exaustão emocional, sensação persistente de incapacidade, irritabilidade, insônia e comprometimento da saúde mental. Observou-se ainda associação entre Burnout, perda progressiva da empatia e redução da qualidade de vida durante a formação médica. Muitos acadêmicos tendem a normalizar sinais importantes de sofrimento psicológico, retardando a busca por apoio profissional. Como diferencial, o estudo destaca a necessidade de fortalecimento de espaços institucionais de escuta ativa, apoio psicológico acessível e incentivo à humanização acadêmica, compreendendo que cuidar da saúde mental do estudante também representa uma estratégia de cuidado futuro ao paciente. Conclui-se que reconhecer precocemente os sinais de Burnout e promover ambientes universitários mais acolhedores são medidas fundamentais para preservar não apenas o desempenho acadêmico, mas também a identidade emocional e humana dos futuros profissionais médicos.

Palavras-chave: Burnout. Humanização. Estudantes de Medicina. Exaustão Acadêmica. Saúde Mental.

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Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Resumo Expandido