Doenças infectocontagiosas em indivíduos privados de liberdade: desafios para prevenção, controle e assistência à saúde no sistema prisional brasileiro

Autores

  • Jakelyne Silva Cavalcante Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Jerônimo Vieira Dantas Filho Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

As doenças infectocontagiosas representam um importante problema de saúde pública no sistema prisional brasileiro, especialmente devido às condições de superlotação, precariedade estrutural, ventilação inadequada, deficiência sanitária e limitação do acesso aos serviços de saúde. Nesse contexto, indivíduos privados de liberdade apresentam elevada vulnerabilidade ao desenvolvimento e disseminação de doenças como tuberculose, HIV/AIDS, hepatites virais e sífilis, tornando o ambiente carcerário um importante foco epidemiológico. O presente estudo tem como objetivo discutir os principais desafios relacionados à prevenção, ao controle e à assistência à saúde de indivíduos privados de liberdade acometidos por doenças infectocontagiosas no sistema prisional brasileiro. Trata-se de uma revisão bibliográfica descritiva e qualitativa, realizada por meio da análise de artigos científicos disponíveis nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, publicados entre os anos de 2016 e 2026. Foram incluídos estudos completos, disponíveis gratuitamente e relacionados à temática proposta. Os resultados demonstraram elevada prevalência de doenças infectocontagiosas nas unidades prisionais, associada principalmente à superlotação, vulnerabilidade social, insuficiência de ações preventivas, deficiência no diagnóstico precoce e dificuldades na adesão ao tratamento. Além disso, observou-se que a rotatividade da população carcerária favorece a disseminação dessas doenças para além do ambiente prisional, ampliando os impactos sobre a saúde coletiva. Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde prisional, associado à ampliação das estratégias de prevenção, educação em saúde e assistência multiprofissional humanizada, é fundamental para reduzir a morbimortalidade e melhorar a qualidade da assistência à população privada de liberdade.

Palavras-Chave: Sistema prisional. Doenças infectocontagiosas. Saúde pública. População privada de liberdade. Prevenção.

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Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Resumo Expandido