Humanização do Parto e Boas Práticas Obstétricas no Brasil

Autores

  • Diego Luiz Barbosa De Matos Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Ana Paula Alves Andrade Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Juliana Rodrigues da Silva Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Luana Loubacki Vieira Carneiro Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

Introdução: A medicalização do parto transformou um processo fisiológico e natural em um evento frequentemente marcado por intervenções excessivas, contribuindo para a redução da autonomia da mulher durante o trabalho de parto e nascimento. Muitas dessas práticas passaram a ser realizadas sem respaldo científico consistente e sem melhorias significativas nos desfechos maternos e neonatais. A partir da década de 1990, com a divulgação das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre boas práticas obstétricas, fortaleceram-se os movimentos voltados à desmedicalização e humanização do parto. No Brasil, esse movimento foi incorporado pelo Ministério da Saúde como política pública direcionada à qualificação da assistência obstétrica e à redução da morbimortalidade materna e infantil. Objetivos: O presente estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, desenvolvida a partir da análise de produções científicas relacionadas à assistência obstétrica, às boas práticas no parto e nascimento e aos desfechos maternos e neonatais. Metologia: Uma revisão integrativa da literatura, realizada no Brasil, com levantamento de artigos científicos em periódicos indexados nas bases de dados SciELO e Google Acadêmico, além de documentos disponibilizados em páginas oficiais do Ministério da Saúde, da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). Resultados: Após os critérios de inclusão e exclusão, foram identificados 82 artigos, dos quais 10 estudos foram selecionados por apresentarem relação direta com a temática proposta. Os estudos analisados demonstraram que práticas humanizadas e baseadas em evidências científicas contribuem para a redução de intervenções obstétricas desnecessárias, fortalecimento da autonomia da mulher e melhoria da assistência materno-infantil.  Considerações finais: Conclui-se que a humanização da assistência ao parto é fundamental para a qualificação do cuidado obstétrico no Brasil, promovendo práticas baseadas em evidências científicas, redução de intervenções desnecessárias e maior autonomia da mulher. Os estudos analisados evidenciaram que modelos assistenciais humanizados contribuem para melhores desfechos maternos e neonatais, além de favorecerem uma assistência mais segura, acolhedora e centrada na parturiente. Dessa forma, destaca-se a importância do fortalecimento das políticas públicas e da ampliação das práticas humanizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Publicado

2026-10-26

Edição

Seção

Resumo Simples