A PSICOPATIA NO CRIME – UM ESTUDO DE CASO: “PEDRINHO MATADOR E MANÍACO DO PARQUE”
Palavras-chave:
Criminologia, Psicopatia, VitimologiaResumo
A psicopatia constitui um fenômeno complexo estudado pela criminologia e pela psiquiatria forense, especialmente em razão de sua relação com comportamentos violentos, manipuladores e persistentes. Este estudo tem como objetivo analisar a psicopatia no contexto criminal, destacando suas características e diferentes manifestações a partir dos casos de Pedro Rodrigues Filho, conhecido como Pedrinho Matador, e Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada em obras de autores como Ilana Casoy, Ana Beatriz Barbosa Silva, Robert D. Hare, Guido Arturo Palomba e Edilson Mougenot Bonfim. A análise considera contribuições da criminologia, da psicologia, da psiquiatria forense e do direito para compreender fatores associados ao comportamento criminoso, bem como aspectos relacionados à escolha e à vulnerabilidade das vítimas. Os casos estudados evidenciam manifestações distintas de comportamentos psicopáticos: enquanto Pedrinho Matador é apresentado como exemplo de violência marcada por impulsividade, ausência de remorso e sentimento de justiça própria, o Maníaco do Parque demonstra características de planejamento, manipulação e comportamento predatório. Os resultados reforçam a importância de uma abordagem interdisciplinar para compreender a relação entre psicopatia e criminalidade, contribuindo para a identificação de padrões de risco, prevenção de delitos, investigação criminal, formulação de políticas públicas e discussão sobre ressocialização. Conclui-se que o estudo da psicopatia exige compreensão ampla dos fatores individuais, sociais, psicológicos e jurídicos envolvidos na prática criminosa. Destaca-se, ainda, a relevância da vitimologia para compreender estratégias de manipulação e mecanismos de proteção diante de situações de vulnerabilidade.
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