TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOAS PARA FINS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL E TRABALHO ESCRAVO
Palavras-chave:
Aliciamento, Exploração sexual, Tráfico de pessoasResumo
O tráfico internacional de pessoas constitui uma grave violação dos direitos humanos e permanece como um problema de difícil enfrentamento, especialmente quando relacionado à exploração sexual e ao trabalho escravo. O presente estudo tem como objetivo analisar as finalidades do tráfico internacional de pessoas, as formas de aliciamento, o perfil das vítimas e dos aliciadores, os impactos causados às vítimas e as medidas adotadas pelas autoridades para combater esse crime. A pesquisa caracteriza-se como básica, desenvolvida por meio do método dedutivo e fundamentada em doutrinas, legislação, julgados, jurisprudências e artigos científicos. Os resultados demonstram que as vítimas são frequentemente provenientes de contextos de vulnerabilidade social, baixa escolaridade, dificuldades financeiras e reduzidas oportunidades de trabalho, condições exploradas pelos aliciadores para realizar promessas de emprego, melhores condições de vida e elevados retornos financeiros. Embora mulheres sejam apontadas como as principais vítimas, o tráfico pode atingir pessoas de diferentes gêneros e orientações sexuais. Os aliciadores, por sua vez, podem ser desconhecidos ou pessoas próximas às vítimas, utilizando estratégias de persuasão e confiança para facilitar o recrutamento. A exploração pode envolver violência física e emocional, ameaças, cárcere privado, condições precárias de trabalho e retenção de valores. O estudo também evidencia dificuldades na prevenção e repressão do crime, relacionadas à complexidade das organizações criminosas, ao medo das vítimas em denunciar, à insuficiência de informações e à dificuldade de responsabilização dos principais envolvidos. Conclui-se que o enfrentamento do tráfico internacional de pessoas exige o fortalecimento das políticas públicas, ações preventivas e campanhas de conscientização, especialmente direcionadas às populações em situação de vulnerabilidade, além da atuação efetiva das autoridades na proteção das vítimas e responsabilização dos criminosos.
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