AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DO USO DE ANTICONCEPCIONAL E TROMBOSE

Autores

  • Mariana Belló Faust Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Maikel Adriano Portolan Gomes1 Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Coorientador | Jerônimo Vieira Dantas Filho Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Orientadora Médica | Rosineide Vieira Gois Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Palavras-chave:

Epidemiologia, Eventos adversos, Risco cardiovascular, Saúde reprodutiva

Resumo

Este estudo teve como objetivo identificar, sintetizar e avaliar criticamente as evidências científicas sobre a associação entre o uso de anticoncepcionais hormonais e a ocorrência de trombose, considerando diferentes formulações, vias de administração e fatores modificadores de risco, como idade, tabagismo, IMC e trombofilias. A revisão foi conduzida como uma revisão narrativa sistematizada, seguindo as diretrizes PRISMA 2020 para garantir transparência e reprodutibilidade. A pergunta de pesquisa foi estruturada por meio da abordagem PICO/PECO, abrangendo mulheres em idade reprodutiva expostas a contraceptivos combinados ou somente progestagênio, por diversas rotas, comparadas a não usuárias ou a usuárias de métodos alternativos. As buscas foram realizadas em bases internacionais e regionais, complementadas por literatura cinzenta e análise de referências. Critérios de inclusão contemplaram estudos observacionais, ensaios clínicos e revisões sistemáticas que quantificassem risco trombótico. A extração de dados e a avaliação da qualidade utilizaram instrumentos padronizados, como NOS, ROBINS I e AMSTAR 2. A síntese dos resultados revelou aumento consistente do risco de tromboembolismo venoso entre usuárias de contraceptivos combinados, especialmente aqueles contendo drospirenona e administrados por vias não orais. Em contraste, pílulas somente progestagênio, implantes e sistemas intrauterinos liberadores de levonorgestrel apresentaram perfil de segurança mais favorável, sem aumento significativo de risco. Fatores como idade avançada, tabagismo, IMC elevado e trombofilias amplificaram o risco absoluto, reforçando a necessidade de avaliação individualizada. Os achados ressaltam a importância da estratificação de risco, da decisão compartilhada e de políticas públicas que promovam acesso a métodos contraceptivos seguros.

Acesso ao Repositório Institucional: PDF

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Publicado

2026-07-09

Edição

Seção

TCC - Curso de Medicina