RELAÇÃO ENTRE ESTILO DE VIDA E O DESENVOLVIMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Diagnóstico precoce, Doença de Alzheimer, Intervenções no Estilo de Vida;Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência globalmente, impondo crescentes desafios clínicos e sociais frente ao envelhecimento populacional e à ausência de tratamentos curativos. Considerando que fatores de risco modificáveis podem prevenir ou retardar grande parte dos casos, intervenções preventivas tornaram-se uma urgência de saúde pública. Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre o estilo de vida e o diagnóstico precoce da DA, compreendendo como hábitos saudáveis e atividades sociocognitivas contribuem para retardar seu desenvolvimento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, orientada pelo protocolo PRISMA, com buscas sistematizadas em bases como SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Foram incluídos e analisados 30 artigos publicados entre 2019 e 2025. Os resultados demonstraram um consenso de que intervenções multidomínio (físicas, nutricionais e cognitivas) retardam de forma significativa o declínio cognitivo, mitigando o risco de evolução até mesmo em indivíduos com predisposição genética. A adoção de dietas neuroprotetoras, exercícios regulares e um sono de qualidade atua na redução da neuroinflamação e na preservação da reserva cognitiva. Paralelamente, notou-se que exames de sangue para biomarcadores mostram-se promissores e viáveis para acelerar o diagnóstico. Conclui-se que intervir nos hábitos diários é uma estratégia central e indispensável na mitigação do risco demencial, evidenciando a necessidade de integrar modificações comportamentais ao monitoramento clínico contínuo na atenção primária.
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