AVALIAÇÃO DAS LIMITAÇÕES DE HEMOGLOBINA GLICADA NO MONITORAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO II

Autores

  • Ana Flávia Wille da Silva Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • João Lucas Celestrini Pêgo Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Coorientador | Jerônimo Vieira Dantas Filho Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Orientadora Médica | Rosineide Vieira Gois Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Palavras-chave:

Controle glicêmico, Diabetes tipo 2, Hemoglobina glicada, Frutosamina

Resumo

Analisar as limitações da hemoglobina glicada (HbA1c) no monitoramento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) e identificar métodos complementares que possam melhorar a precisão da avaliação glicêmica em diferentes contextos clínicos. Métodos: Estudo de revisão bibliográfica narrativa, desenvolvido a partir da análise de publicações científicas dos últimos 15 anos, selecionadas nas bases de dados SciELO, PubMed, além de diretrizes da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes. Foram incluídos estudos relacionados ao uso da HbA1c no acompanhamento do DM2, suas limitações clínicas e laboratoriais, bem como métodos alternativos de monitoramento glicêmico. Resultados: A literatura demonstra que a HbA1c é amplamente utilizada no controle do DM2 por refletir a média glicêmica dos últimos meses, porém apresenta limitações importantes em pacientes com anemia, doença renal crônica, hemoglobinopatias e em situações influenciadas por idade, etnia, fatores genéticos e uso de medicamentos. Nesses casos, os valores podem não representar de forma precisa o controle glicêmico real do paciente. Estudos apontam que métodos complementares, como a dosagem de frutosamina e a monitorização contínua da glicose, podem oferecer maior acurácia em contextos específicos, permitindo avaliação mais individualizada e eficaz. Conclusão: A utilização isolada da HbA1c pode ser insuficiente para o acompanhamento adequado de determinados pacientes com DM2, devido às variabilidades clínicas e laboratoriais que interferem em seus resultados. Dessa forma, o uso de métodos complementares torna-se essencial para uma avaliação glicêmica mais precisa e personalizada. Os achados reforçam a importância de estratégias individualizadas no manejo do DM2, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e para a qualificação da assistência prestada pelos profissionais de saúde.

Acesso ao Repositório Institucional: PDF

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Publicado

2026-07-09

Edição

Seção

TCC - Curso de Medicina