O ESTADO QUE MATA E O PARALELO QUE ACOLHE? REFLEXÕES SOBRE A JUVENTUDE NEGRA, A NECROPOLÍTICA E O CRIME ORGANIZADO

Autores

  • Ana Valéria Lima dos Santos Acadêmica | Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Aline Cirilo Caldas Orientadora | Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Palavras-chave:

Juventude negra, Necropolítica, Racismo estrutural

Resumo

Este estudo analisa, sob uma perspectiva interdisciplinar, a relação entre necropolítica, criminalização da juventude negra e fortalecimento do poder paralelo no Brasil. Parte-se da compreensão de que a formação histórica do Estado brasileiro, marcada por desigualdades raciais desde o período colonial, contribuiu para a consolidação de estruturas sociais excludentes que persistem mesmo após a Constituição de 1988. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e documental, com base em materiais publicados entre 2002 e 2020, selecionados em plataformas acadêmicas como o Google Scholar. Os resultados evidenciam que a marginalização da juventude negra está diretamente relacionada à permanência de práticas institucionais discriminatórias, que limitam o acesso a oportunidades sociais e econômicas. A necropolítica, enquanto instrumento de controle estatal, atua na seleção racializada dos indivíduos mais suscetíveis à repressão penal, reforçando a desigualdade estrutural. Além disso, verificou-se que a inserção dessa população na criminalidade, especialmente no tráfico de drogas, está associada à ausência de políticas públicas eficazes e à restrição de alternativas de ascensão social. Conclui-se que a criminalização da juventude negra é resultado de um processo histórico e estrutural, exigindo a formulação de políticas públicas inclusivas e a revisão das práticas de segurança pública para promover justiça social e equidade.

Acesso ao Repositório Institucional: PDF

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Publicado

2026-03-27

Edição

Seção

TCC - Curso de Direito