INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EXÓCRINA EM CÃO DA RAÇA DACHSHUND: RELATO DE CASO

Autores

  • Joyce Kellen de Macedo Nascimento Cardoso Acadêmica | Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Amanda Luiza Martins Gama Orientadora | Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Palavras-chave:

Cães, Enzimas digestivas, Insuficiência pancreática exócrina

Resumo

A insuficiência pancreática exócrina (IPE) é uma síndrome caracterizada pela produção insuficiente ou ausência de enzimas digestivas produzidas pelo pâncreas, resultando em má digestão e má absorção de nutrientes. Esta condição é mais comum
em cães do que em outras espécies e pode estar associada a causas congênitas, como a atrofia acinar pancreática, ou adquiridas, como pancreatites crônicas. Realizou-se o atendimento de um cão, macho, de 3 anos de idade, da raça dachshund, em uma clínica veterinária localizada no município de Ji-Paraná, Rondônia. Durante a anamnese o tutor se queixou que o animal apresentava fezes esteatorréicas, emagrecimento progressivo, diarréia e êmese. No exame físico o paciente apresentava-se com caquexia, apatia e grau de desidratação de 5%. Após a realização de exames de sangue, ultrassonografia e o teste de imunorreatividade semelhante a tripsina canina (cTLI) conclui-se que o animal apresentava quadro de insuficiência pancreática exócrina. O tratamento instituído contou com a administração de enzima pancreática em pó, suplementação de vitaminas e dieta específica para problemas gastrointestinais. O animal respondeu bem ao tratamento, tendo melhora significativa em sua condição corporal e regularização das fezes. Apesar de ser considerada uma condição crônica, a IPE quando identificada e tratada com a terapia adequada em seu estágio inicial, dispõe de um prognóstico favorável resultando na melhora da qualidade de vida dos animais afetados.

Acesso ao Repositório Institucional: PDF

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Publicado

2026-02-07

Edição

Seção

TCC - Curso de Medicina Veterinária