AVIFAUNA DE PISCICULTURAS: DISTRIBUIÇÃO E IMPACTOS SANITÁRIOS

Autores

  • Kelly Cristini de Souza Lavorati Acadêmica | Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Jerônimo Vieira Dantas Filho Orientador | Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Palavras-chave:

Avifauna piscícola, Aquicultura, Gestão de conflitos, Parasitologia

Resumo

A piscicultura na Amazônia brasileira, particularmente em Rondônia—maior produtor nacional de peixes nativos como o tambaqui (Colossoma macropomum)—expandiu-se significativamente, criando ambientes artificiais que atraem aves silvestres. Este estudo teve como objetivo inventariar as espécies de aves associadas a pisciculturas em Rondônia, avaliando sua ocorrência, variação sazonal e seu papel como potenciais predadoras e vetoras de parasitos. Ao longo dos ciclos hidrológicos amazônicos de 2024-2025, foram registrados 229 indivíduos de nove espécies em 12 pisciculturas, utilizando pontos de escuta, observação livre e registro de vocalizações. Espécies piscívoras, especialmente das famílias Ardeidae e Phalacrocoracidae, foram predominantes, representando 67% das observações. Entre as espécies-chave destacaram-se Ardea alba, Nannopterum brasilianus e Jacana jacana. A variação sazonal influenciou a abundância, com maior ocorrência durante o período chuvoso. Essas aves contribuem diretamente para perdas econômicas por meio da predação (estimada em 3–5% da produção anual) e indiretamente através da disseminação de patógenos, como nematoides e protozoários. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias integradas de manejo—como exclusão física, ajustes ambientais e medidas sanitárias—para mitigar os impactos, preservando a biodiversidade avifaunística regional. Este estudo fornece uma base para práticas sustentáveis na aquicultura amazônica.

Acesso ao Reposit´ório Institucional: PDF

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Publicado

2026-02-07

Edição

Seção

TCC - Curso de Agronomia