CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INICIAL DO MILHO SUBMETIDO A DOSES DE ADUBAÇÃO NITROGENADA EM SEMEADURA E COBERTURA
Palavras-chave:
Adubação nitrogenada, Crescimento do milho, Desenvolvimento vegetalResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar as respostas da cultura do milho à diferentes doses de adubação nitrogenada em semeadura e cobertura. O experimento foi conduzido na estufa do campo experimental do Afya Centro Universitário de Ji-Paraná (RO), utilizando solo coletado em Presidente Médici (RO), na camada de 0–30 cm, acondicionado em vasos de 11 L. O plantio ocorreu em 18 de setembro de 2025 com o híbrido de milho Baspan SX 3186TPV, mantendo-se uma planta por vaso após o desbaste. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com seis tratamentos e três repetições (18 parcelas) e duas testemunhas sem adubação. Foram aplicadas doses de nitrogênio (75, 150 e 225 kg/ha) na semeadura e em cobertura, utilizando ureia como fonte (45% N). As variáveis avaliadas aos 36 dias após o plantio incluíram altura das plantas, diâmetro do colmo e massa fresca da parte aérea. A análise de variância bifatorial indicou efeito significativo (p < 0,001) das doses de nitrogênio tanto na semeadura quanto na cobertura sobre a altura das plantas, com significância marginal na interação (p ≈ 0,09). Para o diâmetro do colmo, observou-se efeito relevante (p < 0,01), e para a massa fresca, efeito significativo (p < 0,05). O teste de Tukey confirmou diferenças entre os tratamentos, sendo que a testemunha apresentou desempenho inferior. A combinação de 225 kg/ha de N na semeadura e 225 kg/ha em cobertura resultou nos maiores valores médios. Apesar disso, doses intermediárias (150 kg/ha) também se mostraram eficientes, indicando possível saturação nas doses mais elevadas. Conclui-se que a adubação nitrogenada influencia positivamente o crescimento e a biomassa do milho, especialmente em doses adequadas e equilibradas. A adubação nitrogenada influencia significativamente o crescimento e a biomassa do milho. A dose de 150 kg/ha foi mais eficiente para altura, enquanto doses superiores não trouxeram ganhos consistentes. Aplicação parcelada, especialmente 225 + 225 kg/ha, favoreceu vigor vegetativo e colmo robusto, mas não garante maior produtividade de grãos, exigindo estudos adicionais.
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