DIAGNÓSTICO PRECOCE E PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DAS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS NO ESTADO DE RONDÔNIA COM ENFOQUE NA REGIÃO CENTRAL DE SAÚDE
Palavras-chave:
Cardiopatias congênitas, Ecocardiograma fetal, Diagnóstico pré-natalResumo
As cardiopatias congênitas (CC) representam uma das mais significativas anomalias ao nascimento e estão entre as principais causas de mortalidade infantil, com uma incidência global estimada em oito casos por mil nascidos vivos. Essas condições são classificadas em acianóticas, que correspondem a 70-86,1% dos casos, e cianóticas, que, apesar de menos prevalentes (14,2-23,5%), frequentemente exigem intervenções mais complexas. O diagnóstico pré-natal por meio do ecocardiograma fetal (ecofetal) é uma ferramenta essencial que permite a detecção precoce dessas anomalias, possibilitando o planejamento de cuidados perinatais e a melhoria dos desfechos clínicos. Este estudo teve como objetivo principal avaliar a efetividade do diagnóstico precoce das CC e analisar seu impacto nas taxas de mortalidade e complicações na região de saúde Central de Rondônia, uma área marcada por desigualdades socioeconômicas e escassez de dados epidemiológicos. Para isso, foi conduzido um estudo observacional, retrospectivo e transversal com abordagem quantitativa. A pesquisa analisou dados secundários dos últimos cinco anos, extraídos de bancos de dados governamentais, como o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), e complementados por prontuários do Hospital São Lucas em Ouro Preto do Oeste. Foram incluídos registros de recém-nascidos e crianças com diagnóstico confirmado de CC, comparando os desfechos entre os casos com e sem diagnóstico pré-natal via ecofetal. Espera-se demonstrar uma correlação positiva entre a detecção antecipada e a redução da morbimortalidade, bem como dos custos diretos para o sistema de saúde. Os resultados visam consolidar um perfil epidemiológico regional e fornecer evidências concretas que possam subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes para a saúde infantil em Rondônia, reforçando a importância do ecocardiograma fetal como ferramenta indispensável de diagnóstico.
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