Infecções Sexualmente Transmissíveis (Ists) e os Impactos na Saúde dos Indivíduos Desprovidos de Liberdade no Brasil
Palavras-chave:
Impactos na saúde, Doenças sexualmente transmissíveis, Pessoas privadas de liberdadeResumo
As infecções sexualmente transmissíveis são causadas principalmente por relações sexuais desprotegidas com uma pessoa infectada e continuam sendo um desafio, especialmente entre pessoas privadas de liberdade, que muitas vezes enfrentam barreiras significativas para acessar diagnóstico e tratamento para essas doenças. Apesar da gravidade do problema, ainda faltam estudos que mostrem claramente a realidade dessas infecções nas prisões, onde os dados muitas vezes são ainda mais escassos. O presente estudo abordou as infecções sexualmente transmissíveis e os impactos na saúde dos indivíduos desprovidos de liberdade. Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória. Foram utilizados materiais científicos publicados nos anos de 2015 a 2025. A seleção das fontes foi feita por meio de bases de dados acadêmicas e científicas. Os resultados mostraram que a população privada de liberdade estão em situação de maior vulnerabilidade. E os fatores que contribuem para isso, são, local de alto risco, maior exposição a todos tipos de violências, transmissão de doenças infecciosas, estímulo a comportamentos sexuais inadequados devido ao confinamento e à superlotação, inclusive problemas relacionados ao acesso à rede de atenção à saúde, precária vigilância epidemiológica e não priorização de políticas públicas. Conclui-se que a superlotação prisional brasileira agrava determinantes estruturais que potencializam a transmissão de IST e ampliam iniquidades em saúde. A literatura evidencia sífilis como infecção recorrente e aponta prevalências relevantes de HIV e hepatites, com maior risco em mulheres, gestantes e populações trans, além de associação com baixa escolaridade e acesso limitado a insumos preventivos.