O Resgate da Identidade: Fortalecimento da Autonomia Cultural como Pilar da Saúde Mental Indígena
Resumo
A saúde mental dos povos indígenas no Brasil deve ser compreendida para além de uma perspectiva centrada exclusivamente em traumas, violência e adoecimento, considerando-se a autonomia cultural, a identidade, o território e os vínculos comunitários como elementos estruturantes do bem-estar. Este estudo teve como objetivo analisar o papel do fortalecimento da autonomia cultural como pilar da saúde mental indígena, por meio de uma pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, realizada com base em publicações localizadas nas bases SciELO, Google Acadêmico e no repositório do Conselho Federal de Psicologia, no período de 2020 a 2025. Os resultados evidenciaram que as concepções indígenas de saúde mental são holísticas e articulam dimensões físicas, espirituais, ambientais e coletivas, sendo os saberes tradicionais, a espiritualidade, as lideranças locais e a autodeterminação fatores centrais de proteção e resiliência. Conclui-se que políticas públicas e práticas profissionais devem incorporar as cosmovisões indígenas, valorizando o protagonismo comunitário e promovendo cuidado culturalmente sensível e decolonial.
Palavras-chave: autonomia cultural, decolonialidade, povos indígenas, resiliência, saúde mental indígena.