Nefrectomia total oncológica de urgência no Brasil: Estudo longitudinal de 2015 a 2024
Resumo
Objetivo: analisar o perfil das internações para nefrectomia total oncológica de urgência no Brasil, no período de 2015 a 2024. Métodos: estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, com uso de dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, obtidos na plataforma DATASUS/TABNET. Foram analisadas frequências absolutas e relativas segundo ano de processamento, região geográfica, taxa por população e custos hospitalares. Resultados: identificaram-se 5.119 internações no período, com custo total de R$ 3.950.160,95 e média aproximada de 512 procedimentos anuais. Observou-se forte concentração regional nas regiões Sudeste e Sul, que juntas responderam por 4.002 internações, sendo o Sudeste responsável por 2.492 procedimentos. Entretanto, ao considerar a taxa por 100 mil habitantes, a região Sul apresentou maior proporção de cirurgias, com taxa de 5,0, superando o Sudeste, com 2,9. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste exibiram menores volumes e menores taxas, evidenciando desigualdade no acesso ao tratamento de alta complexidade. Temporalmente, houve crescimento entre 2015 e 2018, pico em 2021, com 559 internações, e queda em 2024, para 467 procedimentos. Conclusão: a distribuição desigual das nefrectomias oncológicas de urgência revela barreiras regionais assistenciais e reforça a necessidade de descentralização dos serviços especializados no país, para maior equidade oncológica nacional.
Palavras-chave: Brasil, Nefrectomia total, Oncologia.