Malária congênita por Plasmodium vivax em recém-nascida prematura: relato de caso
Palavras-chave:
malária congênita, Prematuridade, Recém-nascido, TratamentoResumo
A malária congênita, embora rara, representa um importante desafio de saúde neonatal, especialmente em recém-nascidos pré-termo, devido à imaturidade imunológica e à escassez de protocolos terapêuticos específicos. Este estudo teve como objetivo descrever a evolução clínica e o manejo terapêutico de uma recém-nascida pré-termo diagnosticada com malária congênita. Trata-se de um relato de caso clínico, de natureza exploratória e descritiva, baseado na análise de prontuário eletrônico, registros clínicos e exames laboratoriais. O caso ocorreu no Hospital São Lucas, em Ouro Preto do Oeste, Rondônia, no período de 3 a 23 de janeiro de 2023. A paciente apresentou sofrimento respiratório moderado e suspeita de sepse neonatal precoce, sendo instituída antibioticoterapia empírica, associada ao tratamento antimalárico com artesunato endovenoso, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde. Observou-se evolução clínica favorável, com estabilização hemodinâmica, melhora respiratória, redução dos marcadores inflamatórios, preservação das funções renal e hepática e ganho ponderal progressivo. Não foram registrados efeitos adversos relevantes. Conclui-se que o manejo individualizado e a atuação integrada da equipe multiprofissional são fundamentais para o prognóstico positivo de neonatos pré-termo com malária congênita, reforçando a necessidade de protocolos padronizados que promovam maior segurança terapêutica e redução da mortalidade neonatal.
Palavras-chave: malária congênita, prematuridade, recém-nascido, tratamento