Transtornos mentais em pacientes oncológicos: uma revisão integrativa sobre correlações clínicas
Resumo
O câncer representa um dos maiores desafios de saúde pública e seus efeitos extrapolam os limites biológicos, alcançando de forma significativa a saúde mental dos pacientes. Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo analisar a prevalência de transtornos mentais em pessoas com câncer, seus impactos clínicos e prognósticos e as intervenções terapêuticas recomendadas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada entre setembro e novembro de 2024 nas bases PubMed, SciELO e DynaMed, utilizando descritores relacionados à oncologia, saúde mental e terapias psicossociais. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2024 que abordassem ansiedade, depressão, prognóstico e intervenções em pacientes oncológicos. A seleção, extração e análise dos dados foram conduzidas por dois revisores independentes. Os resultados evidenciaram prevalências de ansiedade e depressão variando entre 15% e 40%, influenciadas por fatores clínicos e sociodemográficos. Além disso, os transtornos mentais mostraram impacto negativo no prognóstico, associados à menor adesão terapêutica, maior carga sintomática e pior sobrevida. As intervenções psicossociais e integrativas, como terapias cognitivo-comportamentais, mindfulness, técnicas mente-corpo e abordagens centradas em significado, demonstraram eficácia consistente na redução do sofrimento emocional e no manejo de sintomas. Conclui-se que a saúde mental exerce papel central no cuidado oncológico, exigindo triagem precoce, manejo estruturado e integração de práticas psicossociais para melhorar a qualidade de vida e os desfechos clínicos.
Palavras-chave: Ansiedade; Depressão; Intervenções psicossociais; Câncer; Saúde mental.