Intervenções fisioterapêuticas como tratamento da incontinência urinária em mulheres: Uma revisão integrativa da literatura

Autores

  • Letícia de Oliveira Abreu Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná – JPR
  • Thainá Amanda de Souza Almeida Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná – JPR
  • Leandra Cristina De Souza Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná – JPR

Palavras-chave:

Incontinência urinária. Fisioterapia. Assoalho pélvico. Saúde da mulher.

Resumo

A incontinência urinária (IU) é uma condição multifatorial com grande impacto na saúde pública, particularmente em mulheres. De acordo com a International Continence Society (ICS), a IU é caracterizada pela perda involuntária de urina, prevalente em mulheres devido à anatomia pélvica e a fatores hormonais e de envelhecimento. A IU também pode ser desencadeada por gravidez, obesidade, tabagismo e condições crônicas como diabetes, que afetam a musculatura do assoalho pélvico (MAP). Este estudo teve como objetivos: Avaliar a eficácia de recursos terapêuticos na reabilitação da incontinência; Identificar a resposta ao tratamento em diferentes populações; Examinar o impacto dos protocolos de tratamento na qualidade de vida e Explorar a necessidade de abordagens personalizadas no tratamento. Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica nas bases de dados BVS, Lilacs, SciELO e PubMed, com foco em artigos de 2015 a 2024. Após filtragem de 40 estudos, 17 foram excluídos por critérios de temporalidade e relevância temática, resultando em 23 artigos que abordam intervenções fisioterapêuticas na IU. Os resultados indicam que o fortalecimento do MAP, especialmente por meio de cones vaginais, mostra-se eficaz na redução da perda urinária e na melhora da qualidade de vida das pacientes. O biofeedback, especialmente com sensores eletromiográficos, também demonstrou ser benéfico, permitindo que as pacientes monitorem suas contrações musculares em tempo real, aumentando a eficácia do treinamento muscular. Estudos de caso apontam que as combinações de técnicas, potencializam o fortalecimento do MAP e contribuem para o controle da IU, embora algumas pacientes ainda apresentem perdas aos esforços. Os dados analisados reforçam que tratamentos conservadores como fisioterapia, biofeedback e ajustes de estilo de vida são estratégias viáveis e eficazes para o manejo da IU. Conclui-se que abordagens personalizadas, ajustadas conforme as necessidades individuais de cada paciente, otimizam os resultados e promovem uma reabilitação mais eficiente, minimizando os efeitos adversos e melhorando a qualidade de vida das mulheres afetadas. Esse estudo evidencia a importância de tratamentos fisioterapêuticos no controle da IU e aponta o biofeedback como uma ferramenta promissora, especialmente em pacientes que necessitam de uma abordagem direcionada e visualização das contrações em tempo real.

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Publicado

2025-01-03