Potencial Hipoglicemiante de Momordica charantia na Diabetes Mellitus Tipo 2: Uma Revisão de Literatura

Autores

  • Evellyn dos Santos Ferreira Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná – JPR
  • Carina Soares Gonzales Nunes Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná – JPR
  • Nezziany Cezario Silva Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná – JPR

Palavras-chave:

Melão-de-são-caetano. Diabete melito. Controle glicêmico. Antidiabético.

Resumo

A Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica prevalente, caracterizada por resistência à insulina e deficiência na secreção desse hormônio, levando à hiperglicemia crônica e complicações severas, como retinopatia e nefropatia. Embora as terapias farmacológicas sejam essenciais, apresentam limitações como efeitos adversos e resistência ao tratamento. Nesse contexto, a Momordica charantia, amplamente conhecida como melão amargo ou bitter melon, surge como uma alternativa terapêutica promissora. Esta revisão integrativa teve como objetivo avaliar a eficácia hipoglicemiante da Momordica charantia em pacientes com DM2, comparando seus efeitos com placebo e medicamentos convencionais, como metformina e glibenclamida. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO, ScienceDirect e Google Acadêmico, utilizando descritores específicos e operadores booleanos. Foram selecionados nove ensaios clínicos randomizados. Os resultados indicaram que o uso do bitter melon promove redução dos níveis de glicose, especialmente quando administrado em doses mais elevadas ou em combinação com agentes hipoglicemiantes convencionais. No entanto, a heterogeneidade dos estudos em termos de metodologia, amostras e dosagens limita a consistência dos achados. Conclui-se que, apesar de evidências positivas sobre o efeito hipoglicemiante do Momordica charantia, estudos adicionais são necessários para consolidar seu uso seguro e eficaz como terapia complementar no manejo da DM2.

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Publicado

2025-01-03