Correlação entre Fatores Climáticos e o Diagnóstico da Leishmaniose: Uma Análise Sazonal
Resumo
A leishmaniose é uma zoonose de grande relevância epidemiológica, cuja distribuição e dinâmica de transmissão são fortemente influenciadas por fatores ambientais e climáticos. No estado de Rondônia, especialmente na região central, observa-se um padrão sazonal marcado pelo aumento dos casos durante períodos mais chuvosos e úmidos, o que favorece a proliferação dos flebotomíneos vetores. No entanto, alterações recentes no regime de chuvas sugerem mudanças no comportamento epidemiológico da doença, exigindo novas análises regionais. Este estudo, desenvolvido por meio de revisão de literatura, investigou publicações entre 2020 e 2025 para avaliar a correlação entre variáveis climáticas — temperatura, umidade relativa e pluviosidade — e a incidência de leishmaniose. Os achados indicam que o aumento da temperatura média e da umidade está associado ao crescimento do número de notificações, enquanto períodos de estiagem apresentam queda significativa dos casos. Além disso, observou-se concentração de notificações em áreas periurbanas, onde há maior interação entre seres humanos, vetores e reservatórios domésticos. A compreensão dessas relações climáticas é fundamental para aprimorar estratégias de vigilância, prevenção e controle, contribuindo para intervenções mais eficazes diante da expansão geográfica e urbanização da doença.
Palavras-chave: Clima, Leishmaniose, Sazonalidade