De que forma a ausência ou fragilidade do convívio efetivo familiar impacta a inclusão social e educacional de pessoas com deficiência?
Resumo
O presente estudo analisa a relevância do convívio afetivo familiar para o processo de inclusão social e educacional de crianças com deficiência, com base no princípio do melhor interesse da criança e do adolescente. Partindo da compreensão de que a família constitui o primeiro espaço de socialização e formação identitária, reconhece-se que sua presença é determinante para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social desses indivíduos. A ausência ou fragilidade desses vínculos pode potencializar barreiras já existentes, como o preconceito, a exclusão e o isolamento social. A pesquisa, desenvolvida por meio de abordagem qualitativa, utilizou fontes bibliográficas e documentais, incluindo legislações como a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Brasileira de Inclusão. Os resultados evidenciam que crianças com deficiência que convivem em ambientes familiares acolhedores apresentam maior autonomia, autoestima e participação social. Em contrapartida, a ausência de apoio familiar compromete o processo de inclusão escolar e dificulta a atuação das instituições de ensino. Conclui-se que a convivência familiar é um elemento estruturante para a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, sendo indispensável a articulação entre família, Estado e sociedade para a garantia de inclusão plena, dignidade e cidadania.
Palavras-chave: Convivência familiar, Deficiência, Inclusão social