Mortalidade materna associada ao etilismo e uso de drogas: Desafios para a saúde pública no Brasil
Resumo
O pré-natal é uma etapa essencial para garantir a saúde materna e fetal, permitindo o acompanhamento contínuo da gestação, identificação precoce de riscos e prevenção de complicações. Quando a gestante apresenta condições que aumentam a vulnerabilidade clínica ou social, como doenças pré-existentes ou uso de álcool e drogas, o cuidado deve ser intensificado por meio do pré-natal de alto risco. O consumo de substâncias durante a gestação está associado a desfechos negativos, incluindo parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e aumento da mortalidade materna. Este estudo quantitativo, de caráter observacional e transversal, analisou dados referentes aos óbitos maternos no estado de Rondônia entre 2018 e 2022, utilizando informações obtidas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) via plataforma TABNET/DATASUS. Os dados foram organizados em planilhas e interpretados por meio de análise descritiva, permitindo observar variações anuais na incidência dos óbitos. Os resultados revelaram oscilações ao longo do período, com destaque para o pico de 12 mortes em 2021, ano mais crítico da pandemia de COVID-19. Conclui-se que a mortalidade materna relacionada ao uso de álcool e drogas reflete desigualdades sociais, fragilidades no pré-natal e limitada oferta de cuidado especializado, reforçando a necessidade de políticas integradas que promovam acolhimento, prevenção e assistência qualificada às gestantes.
Palavras-chave: Álcool, Drogas, Mortalidade materna