Incentivo à Autonomia Alimentar e Redução do Consumo de Ultraprocessados
Resumo
Este estudo analisa os impactos de uma intervenção social baseada na doação de mudas de hortaliças e temperos, associada a ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), implementada em uma fazenda privada no município de Ouro Preto do Oeste (RO). A ação buscou estimular o cultivo próprio, fortalecer a autonomia alimentar e promover a redução do consumo de alimentos ultraprocessados entre funcionários e seus núcleos familiares. Trata-se de um relato de experiência de natureza descritiva, com abordagem mista, envolvendo 53 participantes acompanhados durante três meses. A metodologia incluiu aplicação de questionários pré e pós-intervenção, registro fotográfico e análise de conteúdo de relatos qualitativos. Os resultados evidenciam melhora expressiva nos hábitos alimentares, com redução de 47% no uso de temperos industrializados e aumento no consumo de ervas frescas cultivadas pelos próprios trabalhadores. Observou-se ainda maior conscientização sobre os riscos associados aos defensivos agrícolas e fortalecimento da percepção de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). Apesar de limitações, como período curto de acompanhamento e amostragem por conveniência, a intervenção demonstrou potencial significativo de replicação em ambientes corporativos rurais. Conclui-se que iniciativas simples, de baixo custo e integradas à prática educativa podem promover saúde, sustentabilidade e protagonismo alimentar.
Palavras-chave: Alimentação saudável, Educação alimentar e nutricional, Segurança alimentar