Sífilis Congênita em Rondônia (2015-2024): Análise Epidemiológica, Tendência Temporal e Impacto Financeiro para o Sistema Único de Saúde (SUS
Resumo
A Sífilis Congênita (SC) permanece como um relevante problema de saúde pública no Brasil, refletindo falhas estruturais na qualidade do pré-natal e na prevenção da transmissão vertical. Este estudo analisou o perfil epidemiológico, a evolução temporal e o impacto financeiro da SC no estado de Rondônia entre 2015 e 2024, por meio de dados secundários do SINAN e SIH/SUS. No período, foram registrados 1.409 casos, com forte concentração em Porto Velho, que respondeu por 62,38% das notificações. A série histórica evidenciou tendência crescente, culminando em 291 casos em 2024, o maior quantitativo da década. Foram registrados quatro óbitos, distribuídos entre 2020 e 2022, indicando fragilidades no cuidado materno-infantil. O custo total das internações somou R$ 782.445,84, com média de permanência hospitalar de 9,3 dias, demonstrando o expressivo impacto econômico sobre o Sistema Único de Saúde. Os resultados revelam desigualdades regionais, dificuldades de acesso ao pré-natal e falhas no tratamento de gestantes e parceiros, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social. Conclui-se que a persistência da SC em Rondônia reforça a necessidade de estratégias intersetoriais, ampliação da cobertura pré-natal e fortalecimento da vigilância epidemiológica para o enfrentamento efetivo da transmissão vertical.
Palavras-chave: Congênita; Epidemiologia; Sífilis.