Óbitos por residência na Região Norte por doenças hipertensivas entre 2021 a 2023

Autores

  • Édson Luís Santos de Oliveira Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Fernanda Tcatch Galvão Ignácio Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Karinne Sousa Barbosa Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Raylla Rodrigues de Freitas Afya Centro Universitário de Ji-Paraná
  • Sabrina Nathiely Grangeiro Leal
  • Rodrigo Silveira Costa Afya Centro Universitário de Ji-Paraná

Resumo

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, configurando-se como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. No Brasil, representa uma das maiores causas de morbimortalidade, especialmente na Região Norte, onde persistem desigualdades no acesso à saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência da mortalidade por hipertensão arterial sistêmica na Região Norte do Brasil entre 2021 e 2023. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e transversal, baseado em dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. No período analisado, foram registrados 10.871 óbitos por doenças hipertensivas, com aumento de 3,8% entre 2021 e 2023. O Pará concentrou aproximadamente 42% das mortes, seguido pelo Amazonas. Rondônia e Roraima apresentaram aumento expressivo, enquanto Acre e Tocantins mostraram redução. Os resultados indicam tendência ascendente da mortalidade por hipertensão, possivelmente agravada pela pandemia de COVID-19 e pela dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento. Conclui-se que a hipertensão permanece como um desafio para a saúde pública na Região Norte, exigindo estratégias integradas de prevenção, educação em saúde e fortalecimento da atenção primária para reduzir óbitos evitáveis.

Palavras-chave: Hipertensão Arterial Sistêmica, Mortalidade, Região Norte

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Publicado

2025-11-11

Edição

Seção

Resumo expandido